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Crise de memória RAM já garante iPhones mais caros? Apple antecipa reajustes que devem impactar o mercado brasileiro

A escassez global de memória RAM, impulsionada pela alta demanda de data centers de IA, já forçou a Apple a repassar custos ao consumidor, e especialistas alertam que os novos iPhones de setembro também terão seus preços elevados.

Equipe TechSphere

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Equipe Editorial

Crise de memória RAM já garante iPhones mais caros? Apple antecipa reajustes que devem impactar o mercado brasileiro

A escassez global de memória RAM, impulsionada pela alta demanda de data centers de IA, já forçou a Apple a repassar custos ao consumidor, e especialistas alertam que os novos iPhones de setembro também terão seus preços elevados.

A Apple anunciou recentemente reajustes de preço em sua linha de MacBooks, iPads e HomePods, e a causa direta é um gargalo global na indústria de memória RAM. O aumento não é aleatório: o boom de inteligência artificial está consumindo quantidades recordes de componentes de armazenamento e processamento, forçando fabricantes como a Micron e a Samsung a operarem na capacidade máxima.

O que isso significa para os iPhones de 2025?

Apesar de os celulares não terem feito parte da primeira leva de ajustes, a Apple deixou claro que “precisa começar a aumentar os preços em uma série de produtos”. Analistas do setor confirmam que a escassez não tem previsão de fim e pode se estender por pelo menos dois anos. Isso torna quase certo que a linha iPhone 18, prevista para setembro, venha com uma tabela de preços mais alta, especialmente nos modelos de entrada.

Impacto real no bolso do brasileiro

Para o consumidor brasileiro, a relação custo-benefício entra em xeque. Como o país importa a grande maioria dos dispositivos eletrônicos, qualquer elevação na cotação dos componentes em dólar e o aumento da margem das montadoras acabam sendo repassados com juros compostos no varejo nacional. A crise de RAM não afeta apenas a Apple; marcas que competem por preço, como a Nothing (que cancelou um modelo de entrada justamente por causa disso), também sentirão o peso. Para quem planeja trocar de celular até o fim do ano, o valor final dos lançamentos de setembro exige uma análise mais criteriosa antes da compra.

Um mercado em transformação

A tendência é que a “era da tecnologia barata” dê lugar a um ciclo de valorização de dispositivos intermediários e premium. Com a demanda por memória para IA crescendo exponencialmente e novas fábricas demorando anos para entrar em operação, a escassez estrutural deve se manter. O mercado precisará se adaptar a um novo patamar de preços, onde o custo real dos componentes reflete com mais fidelidade o valor final do produto na prateleira.

Tags: #Crise
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